quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Sobre o último dia mais feliz da minha vida

Não último de final. Por favor, ainda tenho muito o que viver, obrigada. Mas "último" no sentido de "mais recente". Tão recente que não aguentei chegar em casa para escrever isso. Vim digitando no celular durante todo o caminho porque meu coração estava (ainda está) tão cheio de alegria que transbordou essas palavras bonitas aqui. Pela primeira vez, e eu sei que falo muito de primeiras coisas aqui, eu percebi o quanto eu já mudei desde que pus os pés em Belo Horizonte. Hoje embarco pra minha terrinha baiana para matar a saudade dos meus amores maiores que ficaram por lá (beijo mãe! beijo mô!), e como se não bastasse esse pequeno grande motivo para que meu dia fosse sensacional, eu ainda tive o prazer de me sentir amada pelos meus amigos. Eu sou muito dependente de pessoas e de contato humano. Gosto de ajudar, me intrometer, puxar orelha, dar carinho, dar colo, dar consolo... Porém isso nunca foi tão forte como acabou se tornando quando me vi numa realidade tão nova. Acho que estar distante das pessoas que eu conheço há tempo me fez investir nisso muito mais. Sempre fui conhecida pelo egoísmo no meu núcleo familiar. Minha mãe sempre fez questão de me lembrar que esse é o meu maior defeito e eu fico muito grata em constatar que eu já não vejo esse traço em mim. Essa semana eu comecei os dias ficando muito mal por inúmeros motivos, mas a reviravolta que minha vida deu em um pequeno espaço de 24h foi assustadora. Conquistei uma das coisas que eu mais queria aqui, a moradia universitária, tornando a minha vida e a dos meus pais muito mais fácil. Isso me deu uma nova perspectiva de futuro que eu nem sequer arriscava a ter e a felicidade é imensa, quase não cabe nos meus 1,59 de dignidade. Mas esse não é o foco desse texto. Eu queria agradecer de coração, do fundo dele, na sua completude, às pessoas que me abraçaram hoje e disseram estar feliz por mim. Por eu estar voltando pra casa, por eu ter conseguido a moradia, me desejando boa viagem ou apenas porque gostam de fazer isso. Eu prezo muito pelo bem estar alheio e pela primeiríssima vez, eu vi como é bom ter gente que cuida da gente assim. Não que eu não tivesse amigos que zelassem por mim, mas falo de relações que foram fruto dos meus cuidados e do meu carinho desde que cheguei em Minas. Fico feliz de finalmente ter averiguado o quanto eu pertenço ao curso que escolhi (valeu galera da Cria!) e mais contente ainda por agora ter me apaixonado pelo que pode ser o foco do meu atual/próximo semestre. Esse texto pode não fazer o mínimo sentido pra quem está lendo aí, mas eu só precisava escrever que cheguei aqui Salvador e hoje uma parte de mim se tornou Belo Horizonte. Obrigado a você que me deu um pouquinho do seu carinho hoje e me fez uma pessoa muito mais feliz!

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