A maioria das coisas que eu digo aqui são momentâneas. Tem muito do meu humor diário, das minhas situações mensais, dos meu questionamentos existenciais da vez... No início dessa semana eu me peguei discutindo com amigos sobre como eu não acredito em coincidências. Nada é por acaso. Na minha mente, eu não consigo me conformar que o fato de eu ter vindo parar nessa cidade, num curso que eu não tinha nenhuma intenção de fazer, tenha sido apenas uma aleatoriedade do destino. Sei lá... Parece que tudo se encaixou depois desse gigantesco passo. Sempre que consigo parar para pensar com clareza, percebo que dia após dias tenho caminhado para viver a vida que eu sempre quis. Belo Horizonte tem sido minha amiga e companheira, me fazendo encontrar pessoas que me fazem sentir em casa, outras que me dão um choque de realidade, outras que simplesmente me fazem questionar a minha personalidade e os meus atos; Enfim, finalmente sinto que estou chegando em algum lugar, mesmo que eu não faça a mínima ideia do que me aguarda ali na frente. Saramago já dizia: "É preciso sair da ilha para ver a ilha. Não nos vemos se não saímos de nós". Saí completamente da minha zona de conforto, do meu mundo infinito particular e repetitivo, me propus a fazer coisas que nunca havia feito antes, a tentar conhecer gente e fazer amigos (de verdade!), a tratar todos bem (na medida do possível) e, acima de tudo, me permiti ficar perdida e apenas deixar a vida me levar. Foi difícil? Foi, mas me sinto dona de mim mesma depois disso. Do meu querer, do meu saber, do meu futuro e da minha vida, principalmente. Sinto saudade das coisas que já vivi, mas a ansiedade pelo que pode acontecer consegue me deixar distraída por bastante tempo. Em algum momento da minha pré-existência eu devo ter assinado um termo que dizia: "Eu, Luiza de Simone, precisarei mudar para Belo Horizonte para me encontrar e descobrir o que eu quero da minha vida". E foi assim. Ponto final. Aliás, ponto de continuação. O final dessa jornada ainda tá muito longe.
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