E ela
era meio assim, meio assado, meio indecisa, meio arrogante, meio metida à
escritora e apreciadora de boa música, meio piadista, meio garota sensível com
medo de crescer, meio menina querendo ser mulher. Meio romântica desenfreada,
meio intransigente, meio tirada à sabe-tudo, meio gente grande. Ela era meio
baixinha, meio gordinha, meio moleca, meio boca suja, meio inteligente, meio
nerd. Era meio precipitada demais, egoísta demais, carente demais e meio madura
de menos. Ela era meio gata, meio vira-lata com parte pedigree, era meio de
rua, meio de casa, meio mimada. Ela era meio manipuladora, meio maliciosa, meio
tarada, meio curiosa, meio medrosa. A garota era meio. E tudo o que ela
precisava era de alguém para fazê-la inteira. Inteira com começo e fim, não só
meio.
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